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Todos os posts sobre Garoto in Foco

Se você está procurando por um texto que fale sobre o quão massacrante é a sociedade, assim como as cobranças por ela exigidas, infelizmente esse não é o texto. Na verdade, o assunto sobre o qual venho tratar é algo bem singular. Trata-se dos padrões impostos por você mesmo, daqueles que você insiste em colocar sobre si mesmo e acaba não suportando e vivendo uma eterna frustração. Calma, agora sim, aqui é o seu lugar, pois você está lendo o texto de uma pessoa que insiste em se cobrar cada vez mais.

Meus pais se casaram cedo e com 20 anos minha mãe engravidou de mim. Nessa época eles já possuíam seu próprio negócio e aos 30 a vida deles já estava estabilizada. Isso me fez criar a teoria de que nessa idade já deveríamos estar com os objetivos alcançados. Bobagem minha, mas uma paranoia que me perseguiu durante anos, por isso acabei traçando muitos objetivos e metas que nunca consegui realizar. E pior: todas com prazo de validade, tanto profissional como pessoal.

Objetivos e metas são necessários, mas quando mal administrados podem te deixar numa rotina complicada de busca para alcançá-los. O resultado disso pode ser um tanto desastroso, afinal, quando não conseguimos atingir as nossas metas vem aquela sensação de fracasso.

Mas, afinal, de quem é a culpa por eu me sentir tão pressionado? Lógico que foi toda e inteiramente minha, que resolvi por conta própria me sufocar com tanta pressão. O problema foi que comecei a olhar muito para a vida de outras pessoas sem compreender que a minha não funciona da mesma forma. Claro que algumas pressões foram importantes, sim, para o aprendizado e o foco naquilo que eu queria, mas em alguns momentos isso me fazia sentir-me fraco e sufocado e o resultado disso foram muitas vezes querer desistir por não saber o significado de esperar.

Na há regras ou livros que digam que as coisas podem acontecer facilmente e acredite: se há algum que prometa, ele não necessariamente servirá para você. Na vida a gente deve escolher pelo que vale a pena batalhar e quanto tempo valerá investir no tal objetivo, o que é muito pessoal e certamente não acontecerá para mim da mesma maneira que acontece pra você.

O tempo que gastei torrando meu psicológico colocando fardos pesados poderia ter descoberto e feito coisas que só cheguei a realmente concluir muitos anos depois, tudo isso devido a uma grande cobrança de que precisava estar realizado antes dos 30, que precisava de uma casa, estabilidade financeira e que estaria realizado profissionalmente. Poderia até mesmo ter cuidado mais da minha saúde. E por conta disso acabei atrasando cada vez mais meu amadurecimento.

Vez ou outra ainda me pego olhando meu relógio cronológico e querendo me colocar pressão com a idade avançando, mas não é bem assim que as coisas funcionam. Não devemos nos torturar por isso e sei que nessa hora a sociedade ajuda bastante a aumentar essa pressão, mas ainda assim a culpa é nossa, que decidimos sugar toda essa cobrança como se fosse o ar mais puro que existe, quando na verdade isso acaba sendo veneno para nós mesmos.

Percebido o erro, hoje me relaciono melhor com ele e com minhas metas. Parei de me sentir paranoico ou de me preocupar mais do que deveria. Não vale a pena ficar comparando a nossa vida com a de A ou B, porque cada um tem seus próprios sentimentos, expectativas, medos e desejos. Só você sabe o seu potencial e com o que vale a pena gastá-lo, então é completamente inútil ficar pensando que fulano tem apenas tantos anos, mas já é um empreendedor de sucesso. Foque na sua vida, afinal o tal fulano não tem (ou ao menos não deve ter) nenhuma influência sobre ela.

Hoje meus objetivos permanecem os mesmos, mas com essa caminhada tão duradoura as coisas foram se ampliando e outros caminhos foram sendo traçados, o que descobri graças a essa demora das coisas se realizarem. Dizem que o apressado come cru e é verdade; eu estava tão preso a isso que não enxergava que se esperasse um pouco mais a comida viria bem melhor. Agora que sei estou começando a me deliciar com o melhor prato que já experimentei na vida: viver minhas próprias experiências dentro de meu próprio tempo.

Abraços!

Por Daniel Saraiva em 8 de dezembro de 2017
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Há momentos na vida em que sigo pensando o que há de bom mesmo na internet. Vocês também pensam assim? Existem épocas em que você se pergunta se é realmente necessário manter uma página/rede social online se isso ocupa 100% do seu tempo. Quando passo por épocas assim me pergunto se dar um tempo de tudo é realmente necessário, afinal já se tornou regra o blog parar uma vez por ano. Não que isso seja irresponsabilidade minha ou mesmo falta de interesse, como já falei anteriormente, amo esse lugar, a energia que ele me passa e o crescimento que ele me proporcionou até aqui. Porém, há momentos em que é necessário sim, nos afastarmos um pouco para enxergarmos sob um novo ângulo o que estamos fazendo e assim refletirmos e procurarmos novas ideias, caminhando rumo à evolução.

Há momentos em que fico com receio de passar a imagem de uma pessoa sem compromisso e inconstante por estar sempre querendo mudar uma coisa ou outra aqui no blog. Aliás, não somente aqui, mas em tudo: na verdade procuro sempre a renovação, sempre trazer algo novo que fuja um pouco da rotina. Sim, eu tenho muito problema com rotina e acredito que todos que possuem blogs devem também procurar trazer algo novo, pois caso contrário você poderá se fadigar ou mesmo tornar seu espaço mecânico, sempre com os mesmos assuntos e nenhuma novidade. Isso sem contar que cada vez mais as pessoas estão desistindo de ler blogs, como já falei anteriormente, então é necessário sim nos renovar para conquistar um novo público, mas claro, sem perder a identidade.

O que aprendi longe de tudo

Aprendi que na vida você não precisa ser somente sorrisos, que se você não estiver bem é normal se desligar um pouco de tudo. Há pessoas que não colocaram crédito no que você faz? Sim, mas acima de tudo é preciso entender que somos humanos, não podemos nos sobrecarregar muito, pois em algum momento podemos desmoronar. Passar um tempo longe me fez enxergar cada vez mais meu espaço e ver o que preciso acrescentar e mudar, sim mais mudanças virão. Mas acima de tudo aprendi que espontaneidade nas redes sociais é muito melhor do que forçar algo que não representa quem você realmente é. E foi assim, longe do Garoto in Foco que consegui enxergar ou reenxergar o propósito de ter esse espaço, afinal, em momentos ruins poucos são os que conseguem enxergar coisas positivas, mas a minha estava aqui. É nesse lugar, entre as páginas do Garoto in Foco que me sinto feliz e realizado. Aqui perco meus medos e me sinto livre para ser cada vez mais eu mesmo, sem rótulos, sem invenções, enquanto também ajudo quem lê e acompanha.

Bom, o mais importante é que seu espaço deve ser uma extensão do que você é. Se aquele momento que você está vivendo for ruim, não é errado mostrar que não está bem. Precisamos entender que a vida não é só felicidade e mostrar isso 24 horas nas redes sociais acaba se tornando uma grande mentira. Lógico que não se trata de expor tudo o que está passando, mas de haver um equilibro entre o que se posta e o que se está realmente sentindo.

E para concluir, peço que não desistam do Garoto in Foco assim como eu nunca desisti. Estou sim, em constante mudança e refletindo cada vez mais sobre tudo isso aqui, porém, uma coisa é certa: homens demoram a amadurecer mais do que as mulheres, então ainda estou nessa fase de amadurecimento, hahahahaha! Portanto, é necessário paciência, pois tudo são ciclos e fases e para que uma nova fase venha é necessário encerrar a antiga. E é isso que estou fazendo. Que venha o recomeço!

Abraços!

Causar desejo – é com esse objetivo que as lojas de fast fashion trabalham, procurando despertar em seus clientes uma grande necessidade através da variedade de produto e seus preços “significativamente baixos”. Pense em quantas vezes você saiu de casa para comprar apenas uma camiseta ou uma calça e voltou com mais de uma peça, com a desculpa de que os preços estavam ótimos, porque encontrou a peça que tinha visto na internet e sabia que próxima semana não estaria mais disponível, afinal lojas assim mudam de coleção quase que todos os meses trazendo mais novidades.

Fui um consumidor assíduo de fast fashion daqueles que todo mês separava metade do salário, onde 90% do meu guarda-roupa era composto por marcas desse segmento. E em épocas de promoção parecia até cena do filme Delírios de Consumo de Beck Bloom, tamanho era o estrago que fazia. Usava como desculpa que eu precisava de cada peça na nova estação e como sempre estava fotografando look, era bom ter muitas opções. As coisas foram mudando quando comecei a descobrir os horrores por trás de uma coleção de fast fashion, todo o escândalo de trabalho escravo que às vezes colocamos em nossas cabeças de que são boatos ou histórias antigas para que possamos alimentar esse monstrinho consumista dentro de nós.

Me livrar de comprar em fast fashion não foi fácil e ainda não está sendo. Vez ou outra me pego desejando algo e às vezes até caindo em tentação, mas reflito um pouco sobre o quão egoísta estou sendo com tal atitude. Há quem não bote fé nessa minha postura, como um amigo que sempre procura enfatizar de que não adianta deixar de comprar se o desejo ainda continua.

Mas caros amigos, aí é que está a mágica da coisa: é você dizer não para si mesmo, pois lojas assim são estruturadas e ambientadas para causar essa sensação de desejo nos consumidores. Não quero fazer disso uma obrigação para meus leitores, não estou pedindo que façam o mesmo que eu, mas acredito ser isso algo que merece uma pauta aqui no blog, para que possamos refletir um pouco sobre o que andamos consumindo.

Se você optar por ainda continuar a consumir fast fashion não te julgarei, claro, mas gostaria de convidá-lo a fazer compras com uma consciência maior e a tentar procurar outros meios, inclusive se preferirem posso fazer um post indicando todas as lojas que me fizeram abandonar de vez a compra de roupas dessas redes.

A última compra que fiz na Zara lembro bem que foi em 2016: dois sapatos de 60 reais cada e uma jaqueta preta de cetim estampada. E até hoje ainda tenho as peças, que aliás não me livrei de nenhuma depois de aderir ao tal posicionamento, mas resolvi fazer diferente. Se lojas assim fazem peças com o intuito de você descartá-las para comprar mais eu faço o contrário, não descarto para não precisar de mais. Assim estão elas estão completando entre  3 a 5 anos de uso e só me livrarei delas quando realmente achar necessário.

Engana-se quem pensa que para ser fashionista é necessário um closet abarrotado de roupas. Na verdade o que faz a diferença é como você monta a composição. Pense nos benefícios direta e indiretamente que você está gerando para mundo, pois além de não compactuar com o trabalho escravo estará também amenizando os impactos ambientais causado pelas indústrias têxteis. Como falei no parágrafo anterior, não é preciso abandonar de vez, você pode diminuir o ritmo ou optar por comprar de marcas menores, sobre as quais inclusive sabemos que será o mesmo preço e a durabilidade do produto será bem maior. Fica a dica.

Abraços!